Janela do Busão:

Quem precisa de Sol quando se tem a Lua refletindo no mar
E um punhado de estrelas espalhadas a brilhar
Esquecendo de tudo eu viajo pra praia pra refletir e pensar
E reparo na brisa que faz a areia voar.

Refrão 1:
Abandono a cidade já deixando pra trás toda essa poluição
Um processo destrutivo que faz com que o nosso mundo ande na contramão
Não escuto buzinas, já não vejo mendigos desmaiados no chão
O que vejo é a natureza esbanjando sua beleza pela janela do busão.

Desembarco num dia de calor ensolarado com poucas nuvens no céu
E vários barcos no fundo que parecem de papel
Nesse mar transparente eu mergulho de roupa jogando a mala no chão
Purifico minha alma e vou curtir minha solidão

Refrão 2:
Na cidade as pessoas estressadas e apressadas estão a trabalhar
Sob um céu todo cinza entre prédios gigantescos a nos ameaçar
Não existem sorrisos, não existe o descanso e as horas não passam não
E o que eu vejo é a natureza esbanjando sua beleza pela janela do busão.

Bruno Piccirelli Santos